Você deixaria seu cachorro entrar em casa depois de encontrar um carrapato nele?
Parece uma pergunta simples.
Mas talvez ela faça você pensar duas vezes sobre aquele “carrapatinho” que apareceu no pelo do seu cachorro.
Você volta de um passeio, faz carinho no seu pet e encontra um carrapato.
A primeira reação?
“Tira logo!”
Mas a pergunta deveria ser um pouco maior:
“Como esse carrapato chegou até aqui?”
Carrapato não é apenas um incômodo
É comum ouvir:
“É só um carrapato.”
E esse pensamento merece ser revisto.
Carrapatos podem transmitir doenças e, entre elas, está a febre maculosa, uma zoonose que pode apresentar evolução grave.
O assunto ganhou ainda mais atenção em 2026 diante dos registros de casos e mortes em São Paulo.
Isso não significa que todo carrapato transmita febre maculosa.
Mas significa que não devemos tratar a presença de carrapatos como algo sem importância.
Seu cachorro transmite febre maculosa?
Aqui está uma confusão importante:
não é o cachorro que transmite diretamente a doença para você.
A febre maculosa é transmitida principalmente pela picada de carrapatos infectados.
O problema é que o animal pode transportar um carrapato em seu corpo.
E ele pode chegar à sua casa sem que você perceba.
Seu pet entra.
Vai para o sofá.
Brinca com a família.
Sobe na cama.
E o carrapato pode continuar ali.
Por isso, prevenção contra carrapatos também é uma questão de saúde da família.
“Mas meu cachorro quase não sai de casa”
Mesmo assim, não dá para considerar o risco zero.
Animais que frequentam áreas de vegetação, sítios, trilhas, parques e locais com presença de carrapatos podem estar mais expostos.
E eles nem sempre ficam em lugares fáceis de encontrar.
Orelhas, pescoço, entre os dedos e outras regiões podem esconder esses parasitas.
Por isso, depois de passeios em áreas de risco, uma inspeção cuidadosa pode fazer parte da rotina.
E se eu encontrar um?
Não precisa entrar em pânico.
Mas também não ignore.
A presença de um carrapato é uma boa oportunidade para revisar a prevenção contra carrapatos do seu pet.
A proteção utilizada está adequada à rotina dele?
Ele frequenta áreas de risco?
Existe possibilidade de infestação ambiental?
Essas perguntas são importantes.
E atenção: se uma pessoa apresentar sintomas após possível exposição a carrapatos, como febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos ou manchas avermelhadas, deve procurar atendimento médico e informar a possibilidade de exposição.
Então… você deixaria seu cachorro entrar em casa?
Sim.
Porque o seu cachorro não é o problema.
O problema é ignorar o carrapato.
Seu pet pode continuar brincando, passeando e aproveitando a vida.
Mas precisa estar protegido.
Na Vet Dort, a equipe pode avaliar a rotina do seu pet e orientar estratégias de prevenção e controle de carrapatos de acordo com o estilo de vida e o nível de exposição.
Porque prevenção não é viver com medo.
É poder aproveitar a vida com o seu pet com mais segurança.

