Você já percebeu como alguns cães parecem ter olhos que contam histórias? Grandes, expressivos, cheios de personalidade. Mas o que muita gente não sabe é que justamente essas características tão encantadoras podem aumentar o risco de problemas oculares ao longo da vida.

E aqui vai um fato importante: muitas doenças nos olhos começam de forma silenciosa. Um leve lacrimejamento, uma secreção que parece normal ou aquela coceirinha ocasional podem ser os primeiros sinais de que algo não vai bem.

Por isso, se o seu companheiro é um Shih Tzu, Pug, Bulldog Francês, Lhasa Apso ou Cocker Spaniel, vale a pena continuar a leitura.

Shih Tzu: olhos grandes, cuidados maiores

Quem convive com um Shih Tzu sabe que aqueles olhos redondos e expressivos são uma das características mais marcantes da raça. Mas eles também ficam mais expostos a lesões, irritações e úlceras de córnea.

Além disso, os pelos ao redor dos olhos podem causar atrito constante, favorecendo inflamações e desconforto.

Uma dica simples é manter a região sempre limpa e os pelos aparados para evitar que entrem em contato direto com os olhos.

Pug: charme que exige atenção

Os olhos saltados são uma marca registrada dos Pugs. O problema é que essa característica os torna mais vulneráveis a traumas, ressecamento ocular e úlceras de córnea.

Muitos tutores só percebem que existe um problema quando o pet começa a fechar um dos olhos, lacrimejar excessivamente ou demonstrar sensibilidade à luz.

Nesses casos, o ideal é procurar atendimento veterinário o quanto antes.

Bulldog Francês: pequenos sinais fazem diferença

O Bulldog Francês também pertence ao grupo dos cães braquicefálicos, aqueles de focinho mais curto. Por causa dessa anatomia, é comum apresentarem ressecamento ocular, irritações frequentes e alterações nas pálpebras.

A boa notícia é que consultas preventivas ajudam a identificar qualquer alteração antes que ela comprometa a visão do animal.

Lhasa Apso: os pelos podem ser os vilões

Os longos pelos que dão todo o charme ao Lhasa Apso podem acabar irritando os olhos quando não recebem os cuidados adequados.

O contato constante dos fios com a superfície ocular favorece inflamações, lacrimejamento excessivo e infecções.

Por isso, manter uma tosa higiênica na região dos olhos não é apenas uma questão estética, mas também de saúde.

Cocker Spaniel: predisposição genética merece atenção

O Cocker Spaniel está entre as raças que apresentam maior predisposição para doenças hereditárias dos olhos.

Problemas como catarata, glaucoma e alterações na retina podem surgir ao longo da vida, especialmente com o avanço da idade.

Quanto mais cedo essas doenças são identificadas, maiores são as chances de preservar a qualidade de vida e a visão do pet.

Quando é hora de procurar ajuda?

Independentemente da raça, alguns sinais nunca devem ser ignorados:

  • Olhos vermelhos;
  • Secreção excessiva;
  • Lacrimejamento constante;
  • Coceira frequente;
  • Dificuldade para enxergar;
  • Olhos opacos ou esbranquiçados;
  • Sensibilidade à luz.

A verdade é que os pets não conseguem nos dizer quando estão enxergando menos ou sentindo dor. Por isso, cabe a nós observar os pequenos sinais.

E aqui vai uma dica importante: não espere o problema aparecer para procurar um especialista. Muitas doenças oculares podem ser controladas ou até evitadas quando identificadas precocemente.

Aqui na Vet Dort contamos com a Dra. Camilla Espíndola, médica-veterinária especializada em Oftalmologia Veterinária, preparada para avaliar, diagnosticar e cuidar da saúde ocular do seu pet com todo o carinho e atenção que ele merece.

Afinal, enxergar o mundo com conforto faz toda a diferença para uma vida mais feliz, segura e cheia de momentos especiais ao seu lado.

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